quinta-feira, 31 de março de 2016

Empreendedorismo: Uma saída para crise!

A grave crise econômica que o Brasil vem atravessando nos últimos anos tem levado um contingente cada vez maior de pessoas que perderam seus empregos a se aventurar na abertura do próprio negócio. Mas muitos destes se deparam, de cara, numa questão-chave: “em qual ramo de atividade devo enveredar?”.

O caminho mais óbvio a ser seguido pelo potencial empreendedor seria dentro de sua experiência profissional. Mas previsibilidade não costuma combinar com o senso empreendedor, este impelido pela inovação e coragem de se aventurar além do senso-comum.

Por outro lado, se arriscar em uma área de negócio a qual não está familiarizado (a) apenas por mero gosto, curiosidade ou vontade pode significar o primeiro passo para o fracasso retumbante. Pior ainda é seguir a “onda do momento”, como a franquia de uma linha de produtos que já pode estar dando sinais de saturação. Assim, toda cautela é pouca antes de torrar o dinheiro de sua rescisão trabalhista ou daquelas economias ao longo dos anos.

O empreendedorismo é, antes de tudo, um conjunto de comportamentos e hábitos. Até pouco tempo, se imaginava que o empreendedor nascia empreendedor, mas hoje é sabido que as características de um empresário de sucesso podem ser adquiridas com capacitação adequada.

Parte desta capacitação vem da organização dos recursos do negócio. Todos eles: humanos, financeiros e materiais. Um exemplo: o empreendedor não pode confundir o dinheiro da empresa com o seu dinheiro pessoal. Segundo especialistas, esse é um erro comum. É preciso atentar, também, para a escolha do sócio, discutir as expectativas e o papel de cada um no empreendimento.

Sergio Diniz, consultor do Sebrae-SP, lista as principais características que um empreendedor deve ter, se preza pelo sucesso de seu negócio:

1. Iniciativa: a busca constante por oportunidades de negócios. Estar sempre atento ao que acontece no mercado em que vai atuar;

2. Perseverança: as dificuldades vão acontecer, até porque o empresário de micro e pequena empresa, muitas vezes, é solitário.

3. Coragem para correr riscos: arriscar-se faz parte do ato de empreender. Diniz ressalta que correr riscos é diferente de correr perigo. O empreendedor corre perigo quando está desinformado. Se tiver as informações, pode tomar decisões complexas com risco calculado;

4. Capacidade de planejamento: ter a visão de onde está, aonde quer chegar e o que é preciso fazer. Criar planos de ações e priorizá-las dentro do negócio. Monitorar, corrigir e rever. Isso pressupõe que se avalie as melhores alternativas para alcançar seus objetivos estabelecidos durante o planejamento;

5. Eficiência e qualidade: as pequenas empresas dispõem de menos recursos, então precisam garantir que eles sejam bem aproveitados. É preciso conquistar o cliente, o público alvo e direcionar os esforços;

6. Rede de contatos: é importante participar de eventos e feiras relacionados ao seu produto. Lembre-se também de que ambientes informais ajudam a formar bons contatos;

7. Liderança: O empreendedor deve ser o líder na sua empresa. Ele deve ser um bom ouvinte e deve saber estimular permanentemente a equipe, motivá-la e deixá-la comprometida.

Uma ótima iniciativa para quem pretende a montar seu próprio negócio é a figura do microempreendedor individual (MEI). Para tanto, o interessado deve ter faturamento inferior a 60 mil reais por ano e não ser sócio ou titula de outra empresa.

A Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal possa se tornar um MEI legalizado. Entre as vantagens oferecidas por essa lei está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais.

Além disso, o MEI será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). Assim, pagará apenas um valor fixo mensal, conforme categoria – comércio, indústria ou prestação de serviços, que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo.
Com essas contribuições, o Microempreendedor Individual tem acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros.  

Maiores detalhes, vide portal do SEBRAE:
http://www.portaldoempreendedor.gov.br/mei-microempreendedor-individual.

Fontes: Revista PEGN, SEBRAE.

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