segunda-feira, 4 de abril de 2016

Desemprego: Dicas importantes para enfrentar este desafio!




Estar sem emprego é uma situação bastante delicada e, muitas vezes, desesperadora. Quanto mais você procura menos oportunidades aparecem e você começa a acreditar que nunca mais conseguirá um trabalho novamente. Mas entrar em pânico em nada irá ajudá-lo a superar esta fase difícil.
O primeiro passo que deve ser dado é se adequar à nova realidade financeira. Há algumas dicas importantes que podem minimizar os impactos do desemprego e garantir o reequilíbrio de seu orçamento familiar:

1.       Não dependa somente da rescisão
Em caso de demissão, é permitido retirar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), mais 40% de multa rescisória paga pela empresa e ainda há alguns meses de seguro-desemprego. Segundo Souza, o dinheiro pode segurar as pontas e resolver as dívidas mais urgentes, mas não é uma garantia de estabilidade por muito tempo.
O Fundo de Garantia normalmente é equivalente a um ano de trabalho. Se seu salário mensal era de R$ 5 mil e você trabalhou 10 anos, são R$ 50 mil de saldo. Somando mais 40% da multa, poderia chegar a R$ 70 mil, o que equivale a 15 meses de salário.
No entanto, receber a quantia na prática pode não ser a mesma coisa que na teoria. O recomendável é utilizar a quantia para liquidar as dívidas (financiamentos, empréstimos, etc.) e, fazendo isso, você se livra do acúmulo de juros, mas - por outro lado - já perde alguns meses de vantagem.
Segundo especialistas, o ideal é pensar no FGTS como um reforço na reserva que você conseguiu juntar, não como a única solução para os meses em que estiver desempregado.

 2.       Organize suas finanças e crie uma reserva de segurança
Tenha um planejamento financeiro para segurar as pontas por, no mínimo, mais 12 meses. Essa estratégia deveria ser praticada independente da situação do mercado. O máximo que pode acontecer quando essa instabilidade econômica tiver acabado ou caso apareça logo outro emprego é que haverá um dinheiro extra para emergências ou para algum investimento.
O segredo é encontrar um método de controle com o qual você se adapte melhor, seja por uma planilha mais elaborada ou um aplicativo para celular que o lembre de anotar os gastos.

3.       Corte gastos e barganhe
Muitos dos excessos que precisam ser cortados estão nos gastos fixos mensais. Sendo assim, dificilmente percebe-se que o gasto está sendo maior em determinados quesitos. A recomendação, neste caso, é priorizar as despesas essenciais (água, luz, planos de saúde) e eliminar aqueles considerados supérfluos, tais como: academia, cursos de idiomas, faxineira, refeições fora de casa, salão de beleza, TV a cabo, etc.
Sempre há ainda um reajuste que pode ser feito. Desde a troca de marcas de um determinado produto durante as compras no supermercado até o ato de pechinchar desconto em compras à vista – afinal, a crise também se abate sobre o vendedor! - e mesmo na renegociação da mensalidade escolar dos filhos, por exemplo.

4.       Não faça mais prestações
O momento de instabilidade não é propício para fazer prestações caras e de longo prazo, particularmente quem está no risco iminente do desemprego. Sendo assim, evite compras parceladas e, sobretudo, fuja da tentação do pagamento mínimo das faturas de cartão de crédito, nas quais incidem juros altíssimos sobre o saldo remanescente.

5.       Conte sua situação para os amigos e parentes
Por vergonha, algumas pessoas escondem o desemprego de familiares e amigos, mas isso não deve ser feito.
É o momento de abrir o jogo, porque o desempregado precisará de apoio emocional e da contribuição de todos os moradores da casa no corte de gastos. Os amigos também devem saber porque podem oferecer apoio moral e indicar vagas.
Além disto, muitas pessoas se unem para enfrentarem juntos esta situação. Um exemplo são os mutirões que efetuam compras coletivas por atacado (grandes quantidades), onde geralmente se obtém descontos significativos para todos.

Fontes: G1, Universia, Metro

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