Estar sem emprego
é uma situação bastante delicada e, muitas vezes, desesperadora. Quanto mais
você procura menos oportunidades aparecem e você começa a acreditar que nunca
mais conseguirá um trabalho novamente. Mas entrar em pânico em nada irá ajudá-lo
a superar esta fase difícil.
O primeiro
passo que deve ser dado é se adequar à nova realidade financeira. Há algumas dicas
importantes que podem minimizar os impactos do desemprego e garantir o reequilíbrio
de seu orçamento familiar:
1. Não dependa somente da rescisão
Em caso de demissão, é permitido retirar o FGTS (Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço), mais 40% de multa rescisória paga pela empresa e ainda há
alguns meses de seguro-desemprego. Segundo Souza, o dinheiro pode segurar as
pontas e resolver as dívidas mais urgentes, mas não é uma garantia de
estabilidade por muito tempo.
O Fundo de Garantia normalmente é equivalente a um ano de trabalho. Se
seu salário mensal era de R$ 5 mil e você trabalhou 10 anos, são R$ 50 mil de
saldo. Somando mais 40% da multa, poderia chegar a R$ 70 mil, o que equivale a
15 meses de salário.
No entanto, receber a quantia na prática pode não ser a mesma coisa
que na teoria. O recomendável é utilizar a quantia para liquidar as dívidas (financiamentos,
empréstimos, etc.) e, fazendo isso, você se livra do acúmulo de juros, mas -
por outro lado - já perde alguns meses de vantagem.
Segundo especialistas,
o ideal é pensar no FGTS como um reforço na reserva que você conseguiu juntar,
não como a única solução para os meses em que estiver desempregado.
2. Organize suas finanças e crie uma reserva
de segurança
Tenha um planejamento financeiro para segurar as pontas por, no
mínimo, mais 12 meses. Essa estratégia deveria ser praticada independente da
situação do mercado. O máximo que pode acontecer quando essa instabilidade
econômica tiver acabado ou caso apareça logo outro emprego é que haverá um
dinheiro extra para emergências ou para algum investimento.
O segredo é encontrar um método de controle com o qual você se adapte
melhor, seja por uma planilha mais elaborada ou um aplicativo para celular que o
lembre de anotar os gastos.
3.
Corte gastos e barganhe
Muitos dos excessos que precisam ser cortados estão nos gastos fixos
mensais. Sendo assim, dificilmente percebe-se que o gasto está sendo maior em
determinados quesitos. A recomendação, neste caso, é priorizar as despesas
essenciais (água, luz, planos de saúde) e eliminar aqueles considerados
supérfluos, tais como: academia, cursos de idiomas, faxineira, refeições fora
de casa, salão de beleza, TV a cabo, etc.
Sempre há ainda um reajuste que pode ser feito. Desde a troca de
marcas de um determinado produto durante as compras no supermercado até o ato
de pechinchar desconto em compras à vista – afinal, a crise também se abate
sobre o vendedor! - e mesmo na renegociação da mensalidade escolar dos filhos,
por exemplo.
4.
Não faça mais prestações
O momento de instabilidade não
é propício para fazer prestações caras e de longo prazo, particularmente quem
está no risco iminente do desemprego. Sendo assim, evite compras parceladas e,
sobretudo, fuja da tentação do pagamento mínimo das faturas de cartão de
crédito, nas quais incidem juros altíssimos sobre o saldo remanescente.
5. Conte sua situação para os amigos e
parentes
Por vergonha,
algumas pessoas escondem o desemprego de familiares e amigos, mas isso não deve
ser feito.
É o momento de
abrir o jogo, porque o desempregado precisará de apoio emocional e da contribuição
de todos os moradores da casa no corte de gastos. Os amigos também devem saber
porque podem oferecer apoio moral e indicar vagas.
Além disto,
muitas pessoas se unem para enfrentarem juntos esta situação. Um exemplo são os
mutirões que efetuam compras coletivas por atacado (grandes quantidades), onde geralmente se obtém descontos significativos para todos.

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